Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

Contemplo o que não vejo...

 

Contemplo o que não vejo.
É tarde, é quase escuro.
E quanto em mim desejo
Está parado ante o muro.

Por cima o céu é grande;
Sinto árvores além;
Embora o vento abrande,
Há folhas em vaivém.


                                                                                                    Tudo é do outro lado,
                                                                                                 No que há e no que penso.
                                                                                                  Nem há ramo agitado
                                                                                               Que o céu não seja imenso.

                                                                                                 Confunde-se o que existe 
                                                                                                  Com o que durmo e sou.
                                                                                                Não sinto, não sou triste.
                                                                                                  Mas triste é o que estou.
 

                                                                                                (Fernando Pessoa)

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Restos de Outono

"A natureza não faz milagres; faz revelações."
(Carlos Drummond de Andrade)

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Sábado, 26 de Fevereiro de 2011

Porque quero...

Quero a delícia de sentir as coisas mais simples.

(Manuel Bandeira)

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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

Vou pelo braço da noite...

Ninguém abra a sua porta
para ver que aconteceu:
saímos de braço dado,
a noite escura mais eu.

Ela não sabe o meu rumo,
eu não lhe pergunto o seu:
não posso perder mais nada,
se o que houve já se perdeu.

Vou pelo braço da noite,
levando tudo que é meu:
— a dor que os homens me deram,
e a canção que Deus me deu.

Cecília Meireles, in 'Viagem'
 
Lagoa de Óbidos
Fevereiro de 2011
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

Um dia voltaremos

Um dia

Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.

                           Sophia de Mello Breyner
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

Cores, feitios e sabores

 

 

 

Abóboras suiças

Outubro de 2010

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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

Enquanto não chega a Primavera...

 

 

 

Recorda-se o Inverno numa quinta de cães Husky na Lapónia

 

Dezembro de 2010

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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

Tapetes

 

 

 

 

"As ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade"
(William Shakespeare)
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Olhar em frente

É sempre prudente olhar em frente, mas é difícil olhar para mais longe do que pode ver-se.

Winston Churchill

 

Suiça-Outubro de 2010

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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

Paciente de olhar misterioso

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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

E tudo o vento levou

  
Como um vento na floresta.
Minha emoção não tem fim.
Nada sou, nada me resta.
Não sei quem sou para mim.

E como entre os arvoredos
Há grandes sons de folhagem,
Também agito segredos 
No fundo da minha imagem.

E o grande ruído do vento
Que as folhas cobrem de som
Despe-me do pensamento :
Sou ninguém, temo ser bom.

(Fernando Pessoa)
Parque Rainha D. Leonor-Caldas da Rainha
Fevereiro de 2011
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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Ficar velho?

Ficar velho é
deixar enguiçar
o sonho, o propósito, a capacidade de criar.
Ficar velho é
deixar morrer o pensamento novo
que não pára de gritar.
Ficar velho é
correr em sentido contrário
das belezas da vida,
sustentar doendo aquela antiga ferida.
Ficar velho é
entregar os pontos, desistir, calar.
Ficar velho é,
não querer enxergar oportunidades,
tapar o sol com a peneira,
ao invés de recriar o tempo,
seguir em frente,
lutar.

 (Ivone Boechat)

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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

Que nunca caiam as pontes entre nós...

 

 

 

  Gosto disto!

 

Ponte romana sobre o Tâmega-Chaves

Fevereiro de 2011

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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

Ás janelas avarandadas...

 

 

...mora aqui algum doutor?

 

Chaves-Fevereiro de 2010

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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

Espelho de água

 

 

 

Rio Tâmega em Chaves

Fevereiro de 2011

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Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

Já não há amores perfeitos

 

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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Olhando o mar sonho sem ter de quê

 

 

Olhando o mar, sonho sem ter de quê

Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?

Ver claro! Quantos, que fatais erramos,
Em ruas ou em estradas ou sob ramos,
Temos esta certeza e sempre e em tudo
Sonhamos e sonhamos e sonhamos.

As árvores longínquas da floresta
Parecem, por longínquas, 'star em festa.
Quanto acontece porque se não vê!
Mas do que há pouco ou não há o mesmo resta.

Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.

Colhes rosas? Que colhes, se hão-de ser
Motivos coloridos de morrer?
Mas colhe rosas. Porque não colhê-las
Se te agrada e tudo é deixar de o haver?

                 Fernando Pessoa
Foz do Arelho- Janeiro de 2011
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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

Junto ao mar

 

 

 

Junto do mar, que erguia gravemente
À trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o vôo do pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,
Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas, vagamente...
Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que idéia gravitais?
Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais...

(Antero de Quental)
Viagem a Zanzibar
Novembro de 2009
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

Vive

Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida.

Fernando Pessoa

 

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publicado por Existe um Olhar às 19:40
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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

Vejam bem...

 

...que não há só gaivotas em terra....

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publicado por Existe um Olhar às 21:38
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