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Existe um Olhar

Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por seres digno de ser conhecido. (Confúcio)

Existe um Olhar

Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por seres digno de ser conhecido. (Confúcio)

É neste mar que me embala...


...onde a paz se faz de silêncios

Onde o sonho se faz realidade

Onde a realidade  são momentos

momentos que existem e perduram num olhar

Para lá do tempo que é saudade, ternura e encantamento

que me deixam embalada no murmúrio das ondas deste mar

 

S.Pedro de Moel

Maio de 2012

 

 
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Ao passar um navio o meu sonho é sempre igual

 
 
S. Martinho do Porto
Maio de 2012
 
 
 
 

 

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Os nós de nós

 

 

      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enleiam-se entrecruzam-se, misturam-se, apertam-se...

Por vezes misturam-se noutros nós que se confundem e ficamos sem saber qual deles é o nosso.

Numa luta por vezes inglória, desejamos que eles, os nós, que nos enlaçaram se desliguem e se soltem e se transformem numa linha sem fim, onde os nós que críámos se transformem num caminho sem tropeços.

E nós que críámos esses nós será que desejamos que algum dia eles se desfaçam?

 

 

 

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As flores também falam

Quando as palavras fogem, as flores falam.

Bruce W. Currie
 
 
 
 
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Outra margem de mim

 

 

É muito tempo a desejar o tempo
De mudar ventos, levantar marés
É muita vida a desejar o alento
Que faz saber ao certo quem és

É funda a toca onde te escondes tanto
Tem a distância entre o silêncio e a voz
A vida rasga bocadinhos gastos do mundo
Vai descascando até chegar a nós

A tu que sabes tanto de mim
Tu que sentes quem eu sou
Dá-me o teu corpo como ponte que me salva
Do que o medo fechou

São muitos dias a perder em vão
Sem nunca entrar dentro do labirinto
É muita vida a não ser o que tu sentes
A planar sobre o que eu sinto

É quase noite, não te escondas mais
Vai desatando até entrar o ar
Dá-me um gesto que me diga o teu fundo
Uma palavra para te tocar

Tu que sabes tanto de mim
Tu que sentes quem eu sou
Dá-me o teu corpo como ponte que me salve
Do que o medo fechou

Tu que sabes tanto do sol
És uma espécie de outra margem de mim
Olha-me dentro como chão que me agarre

Pode ser esta noite quente
A estrada aberta mesmo à nossa frente
E tu e eu a descobrir o ar
Não é preciso correr
Não é urgente chegar
O que é preciso é viver

Não é urgente chegar.
O que é preciso é viver.

 

S. Martinho do Porto

27 de maio de 21012

 

 

 

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A minha paleta de cores

 

A vida é uma paleta de cores com amor e amizade que se misturam com sentido ou sem sentido.

Hamilton F. Menezes
 
Hoje parei para tirar umas fotos a um campo enorme coberto de papoilas, quando me aproximei, reparei em pés de couves já velhas e amarelecidas, mas com tons que me seduziram. Cheguei a casa e dei-lhe mais umas pinceladas e o velho ganhou cor.
 
 
 
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Encantos e recantos

 
 
 
Olha estas velhas árvores, são mais belas
Do que as árvores mais moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas . . .
O homem, a fera e o inseto e sombra delas
Vivem livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E alegria das aves tagarelas . . .
Não choremos jamais a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,
Na glória da alegria e da bondade
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!


Autor: Olavo Bilac

 

Mata de S. Pedro de Moel

Maio de 2012

 

 

 

 

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Como nuvens no céu

Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.
São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.

Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?

 
Fernando Pessoa
 
 
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Penedo da saudade

...Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida...

 
Pablo Neruda
 
Farol do Penedo da Saudade-S. Pedro de Moel
 
 
 
 
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Oceano Nox

Junto do mar, que erguia gravemente
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o vôo do pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,

Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas, vagamente...

Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que idéia gravitais?

Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais...


Antero de Quental, in "Sonetos"

 

 

 

 

 

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