Sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Quando...

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuará o jardim, o céu e o mar,
E como hoje igualmente hão-de bailar 
As quatro estações à minha porta.

Outros em Abril passarão no pomar
Em que eu tantas vezes passei,
Haverá longos poentes sobre o mar,
Outros amarão as coisas que eu amei.

Será o mesmo brilho a mesma festa,
Será o mesmo jardim à minha porta.
E os cabelos doirados da floresta,
Como se eu não estivesse morta.”


Sophia de Mello Breyner Andresen, 

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publicado por Existe um Olhar às 19:23
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30 comentários:
De Elisa Fardilha a 11 de Julho de 2014 às 20:10
Quando alguém aqui entrar, ficará sem palavras perante tamanha beleza!

Simboliza a pureza de coração.

Uma tela de Monet.

Beijinhos.


De Existe um Olhar a 11 de Julho de 2014 às 21:01
A culpada é natureza e um lago de nenúfares que me encantaram.
Muito obrigada pelas palavras simpáticas.

Beijos Elisa


De Remus a 11 de Julho de 2014 às 20:51
Se fosse eu que mandasse na Internet, proibia a publicação destas fotografias, onde as gotas de água parecem desafiar a gravidade. Onde essas mesmo gotas de água, parecem estar a rir e a dizer: «Estamos a aqui e daqui ninguém nos tira».

Se fosse eu que mandasse, proibia as gotas de água em cima das flores, das folhas, dos vidros, enfim... proibia a presença de gotas de água nas fotografias e ponto final!

Mas como eu não mando nada. Tenho que olhar, invejar e ficar calado, mas a remoer por entre dentes palavras nada cordiais e salutares.
Sentiu as orelhas a ficar vermelhas? Se sim... já sabe que fui eu.


De Existe um Olhar a 11 de Julho de 2014 às 21:07
Pois, pois, tenho aqui as orelhas bem vermelhinhas, mas como acha que eu me sinto quando vejo fotos no Pontos de Vista que me deixam roidinha de inveja?

Até me apetece apagar as luzinhas todas e inundar com estas gotinhas certas fotos do Sr. Remus mas como sou boa pessoa vou deixar tudo como está.
Estamos quites?

Beijos Remus


De Remus a 14 de Julho de 2014 às 16:38
Não sei se estamos quites.
Eu acho que a Manu deixa-me com muito mais stress do que eu deixo-a a si.


De Rute a 11 de Julho de 2014 às 20:53
Reconheci logo esta poesia porque sempre me impressionou esta verdade tão inevitável de que fala a Sophia M. B. A flor está em perfeita consonância as palavras e está linda.

1 beijinho, Manu


De Existe um Olhar a 11 de Julho de 2014 às 21:09
Também sou fã dos poemas da Sophia e esta toca-me em especial. Fico feliz por teres gostado da minha flor.

Beijinhos Rute


De jabeiteslp a 11 de Julho de 2014 às 20:59
Belas pétalas
de frescas frescuras e apalavradas cores

resignadas...


Xoxo de aqui dos calhaus da Serra no desejo
de uma feliz noite



De Existe um Olhar a 11 de Julho de 2014 às 21:12
Foi um presente que a natureza me deu, se calhar achou que eu merecia contemplar um belo lago cheiinho de nenúfares.

Beijos aqui da beira mar
Noite tranquila também para ti


De jabeiteslp a 11 de Julho de 2014 às 22:00



De Ana Freire a 12 de Julho de 2014 às 01:12
A foto está um estrondo de maravilhosa, Manu!
Confesso que o poema não será bem das minhas preferências... apesar das palavras de Sophia, sempre me agradarem...
Talvez porque a morte já surgiu vezes demais, no meu caminho... e bem cedo.
Na minha... nunca penso... talvez porque quando acontecer, já não estarei em estado de pensar.
E na de outros... então, é que não quero mesmo nem pensar... a não ser quando for inevitável.
E depois morrer, será mesmo a última coisa que se faz na vida... para quê dar-lhe tanta importância antes, quando ela depois nos terá só para si, depois?...
Lindíssima a foto!
Beijos
Ana


De Existe um Olhar a 12 de Julho de 2014 às 01:26
Tal como tu, também bem cedo vi partir gente que me era querida, mas a razão da escolha do poema foi precisamente porque, por cá, a vida continua, as flores continuam a colorir o nosso olhar, os jardins por onde passeamos continuam indiferentes ao sofrimento, cumprindo o ritual de renascimento em cada Primavera e de morte quando o Inverno chega.
Tudo obedece a um ciclo e enquanto por cá andarmos aproveitamos tudo o que de bom podemos contemplar, agradecendo cada dia que nos é oferecido.
Para mim esta flor é uma espécie de hino à vida e que seja eterna enquanto dura.
Que ambas possamos partilhar por muito tempo o que vemos e sentimos.

Beijos Ana


De Rui Pires a 12 de Julho de 2014 às 10:30
Linda foto de uma linda flor. As gotas de água são um complemento perfeito!
Bjs e bfs


De Existe um Olhar a 13 de Julho de 2014 às 19:40
Foi num lago cheio de nenúfares, tive sorte porque as gotas de água abundavam.
Muito Obrigada

Beijos Rui


De Anónimo a 12 de Julho de 2014 às 21:13
Adorei a fotografia, as gotas de água estão com excelente definição. E mais ainda, adoro de paixão Sophia de Mello Breyner Andresen. Lindo poema.
Beijinhos e bom domingo.


De Existe um Olhar a 13 de Julho de 2014 às 19:42
Deu-me muito prazer fotografar este nenúfar e muitos mais num lago do Jardim botânico do Porto.
Sophia é imortal com os seus poemas.

Beijos Nadine


De Pérola a 12 de Julho de 2014 às 22:52
A sabedoria intemporal.

A vida é assim mesmo, embora doa e muito.

beijinhos


De Existe um Olhar a 13 de Julho de 2014 às 19:44
Quando se atinge um determinado nível de sabedoria a dor aceita-se mais facilmente, difícil mesmo é percorrer o caminho até ela.
Muito obrigada pela visita.

Beijos Pérola


De cristina a 13 de Julho de 2014 às 14:21
Que linda!
Muitos Parabéns pelo 3º lugar no Flinpo, mais do que merecido.
Bjus


De Existe um Olhar a 13 de Julho de 2014 às 19:47
Fiquei assim com a notícia que me deste. Quando concorro é mesmo por desporto e nunca me passou pela cabeça ficar em 3º lugar, vejo lá sempre fotos tão bem conseguidas que julgo sempre que as minhas ficam muito aquém.
Muito obrigada.

Beijos Cristina


De Maximiliano a 13 de Julho de 2014 às 22:27
Excelente, assim molhadinha.


De Existe um Olhar a 17 de Julho de 2014 às 20:12
Muito obrigada Maximiliano

Beijo


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