







1ª foto- Torre D. Dinis, à direita, que hoje faz parte da Pousada do Castelo em Óbidos
2ª foto-Panorâmica do vila entre muros
3ª-foto-Santuário do Senhor Jesus da Pedra, fora do espaço muralhado
Uma das características das casas em Óbidos é o uso obrigatório de telhas de canudo, que dão à vila um aspecto homogéneo e equilibrado.
Há cerca de duas décadas, Óbidos aboliu as antenas de televisão dos telhados do casario da vila, numa lógica de autenticidade e preservação do património do burgo medieval.
...devagar devagarinho.
Óbidos-17 de Agosto de 2011
Don José (Cabo do exército, é um homem honesto e decente que, ao se envolver com Carmen, vira um fora-da-lei)
Sinopse do IV acto da óprera Carmen de Bizet
Em Sevilha, frente à praça de touros, uma multidão espera a chegada dos toureiros. Os vendedores aproveitam a ocasião para oferecer os seus produtos ao público. Aparece então a quadrilha e atrás dela, Escamillo e Carmen. À entrada do toureiro na praça de touros, Mercedes e Frasquita avisam a cigana da presença de Don José, mas ela mostra não ter medo de se encontrar com o seu antigo amante. A seguir, Don José retém Carmen quando tenta entrar na praça, suplicando-lhe que volte com ele. Ela responde-lhe que o seu amor por ele acabou. Do interior da praça soam as vivas a Escamillo.O desertor tenta deter com violência a cigana, mas ela atira-lhe despeitadamente o anel que ele lhe tinha oferecido. Em fúria, Don José enfia uma faca na barriga de Carmen. A multidão que vai saindo da praça assiste à terrível cena. Don José, cheio de tristeza, cai de joelhos junto ao corpo de sua amada Carmen.
Estava uma noite sem vento, ao longe uma nuvem cinzenta e ameaçadora fazia prever o pior.
A ópera Carmen de Bizet em Óbidos com lotação esgotada, começou às 21h e 30m.
Mesmo antes do final do 1º acto uma chuva miudinha começou a cair e nunca mais parou até ao final.
A Osquestra filarmonia das Beiras que brilhantemente executou esta obra foi prontamente coberta para evitar danos nos instrumentos, só o maestro ficou com a cabeça de fora.
Todo o elenco, indiferentes à chuva continuou a brilhante actuação.
As fotos foram as possíveis, dado o estado do tempo.
Uma noite para recordar, onde não faltou uma rosa vermelha oferecida a cada espectador e no intervalo um bom vinho tinto da região serviu para aquecer
"Como não podemos mudar a realidade, deixem-nos mudar os olhos com os quais a vemos."
( Nikos Kazantzakis )

A antiguidade do tempo é a juventude do mundo. "
( Francis Bacon

Eu sou nuvem passageira,
Que com o vento se vai,
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai.
Não adianta escrever meu nome n'uma pedra,
Pois essa pedra em pó vai se transformar,
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar.
(Ar, Ar)
Eu sou nuvem passageira,
Que com o vento se vai,
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai.
A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito,
E a namorada analisada por sobre o divã.
(Ar, Ar, Ar) (Ar, Ar,Ar)
Eu sou nuvem passageira,
Que com o vento se vai,
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai.
Por isso agora o que eu quero e dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Ou vou deixar um dia fique a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar.





Esta é a altura do ano em que Óbidos se apresenta com todo o seu esplendor.
Não há rua ou ruela, vasos nas janelas, portadas, ou ruas empedrades em que não hajam flores.
A cor e a luz atingem o brilho máximo que encanta e me encanta.

Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
Praia do Rio Cortiço-Óbidos


Crescem
Sem luxos e em sítios sombrios.
Gosto de as ver por aí
Entre ruas e vielas
despontam sem grandes cuidados
Mas nem por isso menos belas.
Plantinhas nos muros de Óbidos
Março de 2011




Festival de Chocolate
Óbidos-17 de Dezembro de 2011






Ruas empedradas, telhas de canudo, passadiços, faixas azuis ou amarelas nas casas, paredes caiadas de branco, são alguns dos aspectos que se mantêm inalteráveis em Óbidos e que lhe dão uma beleza única e nos transportam ao passado, olhando no presente para esta vila encantada
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