Domingo, 30 de Novembro de 2014

Um olhar que diz tanto!

 

Cada um pode interpretar este olhar de maneira diferente, para mim, é um olhar doce, calmo, meigo, pobre no aspecto, mas de uma riqueza comovente quando lhe falamos, quando lhe sorri, quando dei carinho e me comoveu.

Encontrei-o numa rua lamacenta algures no Uganda, como este encontrei muitos mais, que mesmo no meio da aparente pobreza há sempre ternura no olhar.

 

Malu Schneider disse:

"As mais belas descobertas ocorrem quando as mesmas coisas são vistas com um novo olhar."




 

 

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publicado por Existe um Olhar às 22:55
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18 comentários:
De julieta barbosa a 1 de Dezembro de 2014 às 00:03
Amiga Linda, é preciso ter beleza e a alma do mundo dentro de si, para captar este olhar de ternura.

Que bom saber, que em meio a esse mundo tão cheio de indiferença, ainda existe alguém como você, capaz de nos trazer emoção, por meio da delicadeza do seu olhar. Obrigada!


De Existe um Olhar a 1 de Dezembro de 2014 às 19:26
Comoverem-me os olhares dos meninos que vi no Uganda, mas em contrapartida quando lhe devolvíamos o sorriso logo aparecia um brilho no olhar. Convivi com eles e foi das experiências mais bonitas que já tive. Aprendi que pobreza não é tanto Ter, mas sim Ser.

Beijos Julieta


De Nadine Pinto | Fotografia a 1 de Dezembro de 2014 às 02:29
Um olhar doce, mas sem brilho.
Que grande fotografia. E que grande aperto no peito.


De Existe um Olhar a 1 de Dezembro de 2014 às 19:29
Este foi um dos apanhados que mais me comoveu, embora de uma maneira geral fossem meninos simpáticos, mas retraídos no início.
Quando vou para países assim o meu conceito de pobreza altera-se completamente e questiono-me se quem tem tudo é realmente feliz. Eles com muito pouco ainda sorriem.

Beijos Nadine


De Remus a 1 de Dezembro de 2014 às 11:52
Agora falando mais a sério.
Esta é uma das razões porque não me meto a ir para esses sítios. Ao encontrar as pessoas, onde a pobreza é evidente e sendo como sou, iria ficar com o dever moral de ajudar. E se não fizesse, iria passar o resto das férias e remoer e constantemente a pensar que deveria ter feito algo. E como poderia ajudar a todos? Como ajudar a este ou à aquele e não ajudar todos os outros?
Eu bem sei que é impossível ajudar a todos, mas não consigo dissociar as minhas supostas férias, com a pobreza dos outros.


De Existe um Olhar a 1 de Dezembro de 2014 às 19:40
A primeira vez que fui à África também fiquei comovida, mas encantou-me o brilho dos olhos dos meninos para quem um sorriso e um afago era suficiente.
No Uganda não foi diferente. Uma tarde saí e fui até à aldeia com um casal. Falámos com eles, convidaram-nos a ver as suas danças e dançámos também, no final pegámos nalguns dólares e demos-lhos.
Apesar do aspecto, nada lhes falta, vivem do chá, café, bananas e muitos animais. É um país verde onde a agricultura é o principal sustento.
Não há tv, net, relógios e os brinquedos são feitos por eles. Vivem calmamente e sem stress e eu perguntei a mim própria:-Afinal o que é a pobreza? Um conceito bem diferente do nosso, daí que não me choque tanto assim este modo de vida. Não pude ajudar todos, mas acho que me ajudaram mais a mim que eu a eles.

Beijos Remus


De Ana Freire a 1 de Dezembro de 2014 às 12:03
A imagem está magnífica, Manu!
Um olhar triste, apático, sem brilho, nem alegria, que fala a linguagem universal da privação, de tantos países em Africa, infelizmente... e que apenas diz: Ajudem-me, ou tirem-me daqui...
Realmente, o olhar dessa criança diz tudo...
Grande imagem, mesmo, Manu!
Beijinhos
Ana


De Existe um Olhar a 1 de Dezembro de 2014 às 19:52
Ana
Este olhar transmite isso tudo o que escreveste, mas quando interagimos com eles acende-se um brilho nos olhos. São simpáticos e nada lhes falta, a não ser roupa e condições de higiene. Soube também que o ensino é gratuito e todos têm de ir à escola.
Vivem sem stress sem brinquedos topo de gama e imaginação não lhes falta. Não vi brigas e ajudam os pais na agricultura e na criação de gado. Os terrenos são férteis, as casas são feitas de tijolos que eles próprios fazem. Dizem adeus aos turistas à espera de receber umas moedas, mas se não as receberem continuam com a mesma alegria.
São vidas diferentes da nossa , mas nem por isso menos ricas.
Fiquei a pensar se eles também andam a contar os tostões como eu, para fazerem uma viagem.
Vidas que fazem a diferença neste nosso mundo consumista.

Beijos Ana


De miilay a 1 de Dezembro de 2014 às 16:18
Manu, a foto é belíssima, mas a ternura está no teu olhar ,o dele acho-o triste, apagado, deve passar mesmo dificuldades.
beijinho
miilay


De Existe um Olhar a 1 de Dezembro de 2014 às 19:58
Miilay
Realmente a foto que escolhi não faz jus ao que vi e senti.
Convivi com estes meninos e apesar da falta de higiene e roupas sujas, são uma simpatia.
Não lhes faltam bens essenciais, vivem das plantações de chá ,café , bananas, criação de gado e algum turismo. O Uganda é um país verde e fértil e todos eles me pareceram bem alimentados.
Tive pena de não passar mais tempo com eles, acho que aprenderia muito mais com eles do que eles comigo.

Beijos Miilay


De lis a 1 de Dezembro de 2014 às 19:21
Oi Manu
Uma fotografia comovente!
_ um olhar carente _talvez seja mesmo o meu que carece mais ! vejo uma ponta de tristeza no olhinho dele e o aspecto sujinho que mostra bem tudo que lhe falta ... triste mesmo é pensar quanto dinheiro nossos países desperdiçam e roubam e os povos precisando de tudo desde a alimentação até o estudo fundamental.
Bonito seu olhar Manu e a mensagem que passa com suas palavras.
Um abraço grande


De Existe um Olhar a 1 de Dezembro de 2014 às 20:04
Oi Lis
Realmente esta foto transmite carência e alguma tristeza, mas contrariamente ao que constatei depois de conviver com eles, não passam dificuldades. A terra dá-lhes tudo o que precisam, só a falta de higiene e as roupas sujas e descuidadas fazem alguma impressão.
Vi-os em grupos a ir para a escola e aí têm de ir de uniforme e bem limpinhos. Depois descontraiem pelas ruas lamacentas e inventam as suas brincadeiras uma delas uma bicicleta feita de madeira que achei o máximo.
Fiquei com pena de não ter ficado por lá mais tempo. Senti-me lá muito bem.

Beijos Lis


De jabeiteslp a 1 de Dezembro de 2014 às 19:21


De Existe um Olhar a 1 de Dezembro de 2014 às 20:04


De Elisa Fardilha a 1 de Dezembro de 2014 às 20:01
Um olhar terno, inocente!

Uma foto FABULOSA!

Beijinhos.


De Existe um Olhar a 1 de Dezembro de 2014 às 20:05
Foi mesmo isso que senti..ternura e inocência, o sorriso veio depois.

Beijos Elisa


De Paulo César Silva a 1 de Dezembro de 2014 às 21:39
excelente retrato... um olhar muito expressivo!!!
apesar das dificuldades a ternura e a calma deste olhar é comovente!!!


De Existe um Olhar a 1 de Dezembro de 2014 às 21:50
Também me comoveu este olhar, mas depois de falar com ele o brilho nos olhos surgiu.

Beijos Paulo


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