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Existe um Olhar

Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por seres digno de ser conhecido. (Confúcio)

Existe um Olhar

Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por seres digno de ser conhecido. (Confúcio)

Ilumina-me


Existe um Olhar

20.09.11

 
 
Gosto de ti como quem gosta do sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p'ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p'ra ti.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me
 
Pedro Abrunhosa- música aqui
 
Sesimbra-Setembro de 2011

Ao passar o navio


Existe um Olhar

19.09.11

 
 

Todas as vozes
de todos os mundos
devem cantar
para sempre assim

e cedo passa a hora
e o sonho que tarda
e essa voz que chora
é só porque sabe...

que ao passar um navio
fica o mar sempre igual
ao passar uma vida
fica o sonho sempre igual

todas as vezes
em todos os mundos
devia amar-te
para sempre assim

e longe vai a hora
e o sonho que tarda
e essa voz que chora
é só porque sabe...

que ao passar um navio
fica o mar sempre igual
ao passar uma vida
fica o sonho sempre igual

vou passar um navio
ver o mar sempre igual
vou gastando uma vida
que o meu sonho é sempre igual!

 

Delfins& João Pedro Pais música aqui

 

Sesimbra-Setembro de 2011

Olhares indiscretos


Existe um Olhar

18.09.11

 

O meu olhar é nitido como um girrassol
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando pra direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança, se ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

(Alberto Caeiro)
Salinas de Rio Maior
Setembro de 2011

Olha ali....


Existe um Olhar

17.09.11

 

"A gente pode
olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
Tudo bem...
O que a gente não pode
mesmo , nunca ,de jeito nenhum,
é amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos
e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar
uma pessoa mais ou menos"

(Chico Xavier)

Salinas de Rio Maior


Existe um Olhar

14.09.11

 
 
Consideradas únicas no género a nível Nacional e ainda em exploração, as Salinas Naturais de Rio Maior são um dos principais tesouros patrimoniais da região.
Inseridas no Parque Natural da Serra de Aires e Candeeiros, classificadas como Imóvel de Interesse Público, deste antigo Poço das Marinhas do Sal, brota água salgada que abastece os 400 talhos, ou compartimentos, e os 70 esgoteiros (onde se coloca a água salgada para mais tarde ser distribuída pelos talhos), que ocupam 21 865m2.
A água desta nascente é sete vezes mais salgada que a água do mar, existindo mesmo a teoria que estas salinas tenham sido exploradas por Romanos e Árabes, aquando a sua ocupação na Península.
De facto, existem referências a estas salinas desde 1177, nos mais antigos documentos existentes de Rio Maior. A importância do Sal em Rio Maior está até retratada no Brasão da cidade, com duas pirâmides que o simbolizam.
A água salgada provém de uma extensa e profunda mina de sal-gema, que é atravessada por uma corrente subterrânea de água doce, que se torna depois salgada.
O trabalho nas salinas ocorre somente durante a época estival, quando os habitantes das redondezas descem a encosta da Serra dos Candeeiros, para a milenar labuta do «sal sem mar».

As Marinhas de Sal de Rio Maior, situam-se em pleno sopé da Serra dos Candeeiros, a trinta quilómetros do mar. Rodeadas de árvores e terras de cultivo, são como que uma minúscula aldeia de ruas de pedra e casas de madeira, com lojas de artesanato e produtos locais, um posto de informação e divulgação e instalações sanitárias.
Contactando a Cooperativa dos Produtores de Sal de Rio Maior, é possível efectuar visita guiada.
 
Informação tirada daqui

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