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Existe um Olhar

Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por seres digno de ser conhecido. (Confúcio)

Existe um Olhar

Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por seres digno de ser conhecido. (Confúcio)

Ah...aquela praia!

Setembro 28, 2012

Existe um Olhar

Mar

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

 

(Sophia de Mello Breyner Andersen)

Foz do Arelho

Setembro de 2012

 

 

 



 

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Cada vez gosto mais de animais...

Setembro 16, 2012

Existe um Olhar

...vá-se lá saber porquê!!!!
 
 
 
 
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Hora de partir

Julho 03, 2012

Existe um Olhar

 

"As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, as criam."

(Bernard Shaw)

 

 

Frio a Oeste- Foz do Arelho

Julho de 2012

 

 

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No alto da montanha...

Maio 08, 2012

Existe um Olhar

...de lá se via o céu, se via a terra ao longe o mar.
No alto da montanha
Quem dera lá morar!
 
Palacete na Foz do Arelho
Maio de 2012
 
 
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Pode o céu ser tão longe?

Maio 06, 2012

Existe um Olhar

 
 
 

Vesti a luz do teu nome
E chamei-te pela noite,
Entraste no meu sono
Como o luar entra na fonte.
Trazes estórias e proezas
Dizes que tens tanto pr'a me dar,
Deixas sombras, incertezas,
E partes sem nunca me levar.

E de repente
Um mar sozinho,
Ninguém na margem
Ninguém no caminho,
Tão frio.
E o teu beijo
Mata-me a distância,
Ninguém tão perto
Pode o que o beijo alcança,
E o meu corpo chora
Quando o teu vai embora,
Porque o teu mundo

É tão longe,
Tão longe,
Pode o céu ser tão longe.
Tão longe,
Tão longe,
Se a tua voz vive em mim.Há um deserto que fica,
Sou um capitão sem barco,
E quando vens pela bruma
Acendem-se estrelas no quarto.
E dizes:
"Trago a luz das sereias,
Trago o canto da tempestade".
E como o vento na areia
Deitas-te em mim feita metade.

E de repente
Um mar sozinho,
Ninguém na margem
Ninguém no caminho,
Tão frio.
E o teu beijo
Mata-me a distância
Ninguém tão perto
Pode o que o beijo alcança,
E o meu corpo chora
Quando o teu vai embora,
Porque o teu mundo


É tão longe,
Tão longe
Pode o céu ser tão longe.
Tão longe,
Tão longe
Se a tua voz vive em mim.

 

Foz do Arelho-5 de Maio de 2012

 

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Tu que passas...

Maio 05, 2012

Existe um Olhar

 
Tu que passas e ergues para mim o teu braço
antes que me faças mal, olha-me bem.
 
Eu  sou o calor do teu lar nas noites frias de inverno
eu sou a sombra amiga que tu encontras sob o sol de Agosto
 
E os meus frutos são a frescura apetitosa que te sacia a sede nos caminhos
Eu sou a trave amiga da tua casa, a tábua da tua mesa
A cama em que descansas e o lenho do teu barco
 
Eu sou o cabo da tua enxada, a porta da tua morada
A madeira do teu berço e do teu próprio caixão
Eu sou o pão da bondade e a flor da beleza
 
Tu, que passas, olha-me bem e não me faças mal
 
Hoje ao passar em frente à EB1 da Foz do Arelho, reparei em duas árvores enormes que ficam em frente à escola e que estavam completamente decorados com materiais diversos..lã, plástico, cápsulas de café, embalagens de iogurte..e no tronco de cada boneco estava a mensagem que acima escrevi
Impossível ficar indiferente a este apelo,  de louvar este excelente trabalho!
 
Foz do Arelho, 5 de Maio de 2012
 
 
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O murmúrio das ondas

Fevereiro 22, 2012

Existe um Olhar

Na luz oscilam os múltiplos navios
Caminho ao longo dos oceanos frios

As ondas desenrolam os seus braços
E brancas tombam de bruços

A praia é lis e longa sob o vento
Saturada de espaços e maresia

E para trás fica o murmúrio
Das ondas enroladas como búzios.
 

Sophia de Mello Breyner

 

 

 

Foz do Arelho
Fevereiro de 2012

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Deixas em mim tanto de ti

Janeiro 28, 2012

Existe um Olhar

 
 

A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

A estrada ainda longa,
Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distâncias sem perdão.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Nao sei se luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.

Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti.

 

(Pedro Abrunhosa)

 

Pôr do Sol na Foz do Arelho

27 de Janeiro de 2012

 

 

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Outros olhares na noite

Janeiro 25, 2012

Existe um Olhar

 
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
(Alberto Caeiro)
 
 
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Além da terra, além do céu

Outubro 31, 2011

Existe um Olhar


Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.

 
(Carlos Drummond de Andrade)
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