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Existe um Olhar

Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por seres digno de ser conhecido. (Confúcio)

Existe um Olhar

Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por seres digno de ser conhecido. (Confúcio)

Bate a luz no cimo

14.11.18, Existe um Olhar
Bate a luz no cimo  Da montanha, vê...  Sem querer eu cismo  Mas não sei em quê....  Não sei que perdi  Ou que não achei...  Vida que vivi,  Que mal eu a amei !...  Hoje quero tanto  Que o não posso ter,  De manhã há o pranto  E ao anoitecer...  Tomara eu ter jeito  Para ser feliz...  Como o mundo é estreito,  E o pouco que eu quis !  Vai morrendo a luz  No alto da montanha...  Como um rio a flux  A minha alma banha,  Mas não me acarinha,  Não me (...)

Gato que brinca na rua

21.05.18, Existe um Olhar
  Gato que brincas na rua Como se fosse na cama, Invejo a sorte que é tua Porque nem sorte se chama.   Bom servo das leis fatais Que regem pedras e gentes, Que tens instintos gerais E sentes só o que sentes.   És feliz porque és assim, Todo o nada que és é teu. Eu vejo-me e estou sem mim, Conheço-me e não sou eu. Fernando Pessoa

Um pedaço do meu céu

15.09.17, Existe um Olhar
As nuvens são sombrias Mas, nos lados do sul, Um bocado do céu É tristemente azul. Assim, no pensamento, Sem haver solução, Há um bocado que lembra Que existe o coração. E esse bocado é que é A verdade que está A ser beleza eterna Para além do que há. Fernando Pessoa

É só a brisa que passa

28.08.17, Existe um Olhar
    Sorriso audível das folhas, Não és mais que a brisa ali. Se eu te olho e tu me olhas, Quem primeiro é que sorri? O primeiro a sorrir ri. Ri, e olha de repente, Para fins de não olhar, Para onde nas folhas sente O som do vento passar. Tudo é vento e disfarçar. Mas o olhar, de estar olhando Onde não olha, voltou; E estamos os dois falando O que se não conversou. Isto acaba ou começou? Fernando Pessoa

Entre o luar e a folhagem

19.06.17, Existe um Olhar
Entre o luar e a folhagem,  Entre o sossego e o arvoredo,  Entre o ser noite e haver aragem  Passa um segredo.  Segue-o minha alma na passagem.  Tênue lembrança ou saudade,  Princípio ou fim do que não foi,  Não tem lugar, não tem verdade.  Atrai e dói.  Segue-o meu ser em liberdade.  Vazio encanto ébrio de si,  Tristeza ou alegria o traz?  O que sou dele a quem sorri?  Nada é nem faz.  Só de segui-lo me perdi.  Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

O sorriso das folhas

14.04.16, Existe um Olhar
  Sorriso audível das folhas, Não és mais que a brisa ali. Se eu te olho e tu me olhas, Quem primeiro é que sorri? O primeiro a sorrir ri. Ri, e olha de repente, Para fins de não olhar, Para onde nas folhas sente O som do vento passar. Tudo é vento e disfarçar. Mas o olhar, de estar olhando Onde não olha, voltou; E estamos os dois falando O que se não conversou. Isto (...)

Chove. Há silêncio!

14.02.16, Existe um Olhar
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva Não faz ruído senão com sossego. Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva Do que não sabe, o sentimento é cego. Chove. Meu ser (quem sou) renego... Tão calma é a chuva que se solta no ar (Nem parece de nuvens) que parece Que não é chuva, mas um sussurrar Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece. Chove. Nada (...)

Flor que não dura

08.04.15, Existe um Olhar
 Flor que não dura Mais do que a sombra dum momento  Tua frescura Persiste no meu pensamento. Não te perdi No que sou eu, Só nunca mais, ó flor, te vi Onde não sou senão a terra e o céu. Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"  

A sombra das nuvens

27.06.14, Existe um Olhar
As nuvens são sombrias Mas, nos lados do sul, Um bocado do céu É tristemente azul. Assim, no pensamento, Sem haver solução, Há um bocado que lembra Que existe o coração. E esse bocado é que é A verdade que está A ser beleza eterna Para além do que há. Fernando Pessoa

Caiu aqui

22.10.13, Existe um Olhar
Sorriso audível das folhas, Não és mais que a brisa ali. Se eu te olho e tu me olhas, Quem primeiro é que sorri? O primeiro a sorrir ri. Ri, e olha de repente, Para fins de não olhar, Para onde nas folhas sente O som do vento passar. Tudo é vento e disfarçar. Mas o olhar, de estar olhando Onde não olha, voltou; E estamos os dois falando O que se não conversou. Isto acaba ou começou Fernando Pessoa  
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