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Existe um Olhar

Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por seres digno de ser conhecido. (Confúcio)

Existe um Olhar

Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por seres digno de ser conhecido. (Confúcio)

Um rosto

28.05.16, Existe um Olhar
Rosto nu na luz direta. Rosto suspenso, despido e permeável, Osmose lenta. Boca entreaberta como se bebesse, Cabeça atenta. Rosto desfeito, Rosto sem recusa onde nada se defende, Rosto que se dá na duvida do pedido, Rosto que as vozes atravessam. Rosto derivando lentamente, Pressentindo que os laranjais segredam, Rosto abandonado e transparente Que as (...)

As quatro estações à minha porta

28.02.15, Existe um Olhar
  Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta Continuará o jardim, o céu e o mar, E como hoje igualmente hão-de bailar As quatro estações à minha porta. Outros em Abril passarão no pomar Em que eu tantas vezes passei, Haverá longos poentes sobre o mar, Outros amarão as coisas que eu amei. Será o mesmo brilho a mesma festa, Será o mesmo jardim à minha porta. E os cabelos doirados da floresta, Como se eu não estivesse morta.” Sophia de Mello Breyner Andresen, Dia do mar

O murmúrio das ondas

22.02.12, Existe um Olhar
Na luz oscilam os múltiplos navios Caminho ao longo dos oceanos frios As ondas desenrolam os seus braços E brancas tombam de bruços A praia é lis e longa sob o vento Saturada de espaços e maresia E para trás fica o murmúrio Das ondas enroladas como búzios. Sophia de Mello Breyner       Foz do Arelho Fevereiro de 2012

Agradeço as flores

29.08.11, Existe um Olhar
                                                                                      Era preciso agradecer às flores                                                                                    Terem guardado em si,                                                     (...)

Porque os outros se mascaram mas tu não

25.06.11, Existe um Olhar
Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão Porque os outros têm medo mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam mas tu não. Poque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os outros são hábeis mas tu não. Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos. Porque os outros (...)

Um dia voltaremos

22.02.11, Existe um Olhar
Um dia Um dia, gastos, voltaremos A viver livres como os animais E mesmo tão cansados floriremos Irmãos vivos do mar e dos pinhais. O vento levará os mil cansaços Dos gestos agitados irreais E há-de voltar aos nosso membros lassos A leve rapidez dos animais. Só então poderemos caminhar Através do mistério que se embala No verde dos pinhais na voz do mar E em nós germinará a sua fala. Sophia de Mello Breyner
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